26 de abril de 2010

Faces do medo! (Parte 1)


Sinto uma pressão no peito,
O coração aperta,
A respiração enfraquece,
Um frio na barriga,
E um calafrio subindo pela coluna,
O corpo arrepia,
E logo abro os olhos,
Mesmo sem um ponto de iluminação qualquer,
O que vejo me espanta,
Me da medo,
Me causa pavor,
A escuridão me asfixia,
Vejo,
Ao abrir os olhos,
O que ninguém veria,
Vejo o medo materializado,
Vejo o desespero em cores e ao vivo,
Vejo meus piores pesadelos saindo da minha mente,
Sinto vontade de chorar ou de correr,
Mas não faço nenhum dos dois.
Sinto necessidade de acender a luz,
E bato a mão no interruptor do abajur,
A luz me acalma,
O que me salva,
Como a mão de um amigo em meu ombro,
Como o beijo de um amor em um momento de desespero,
Como uma boa noticia depois de um choque.
Mas logo meu sono começa a me pegar,
Minhas pálpebras vão cerrando,
Minha visão começa a escurecer,
Medo de dormir ainda tenho,
Mas não aguento segurar,
E me vejo em outro lugar.
Acompanhado de alguém especial,
Em um jardim verde,
E com o agradável cheiro das flores.
Me sinto feliz,
E sei que minha luz do abajur ainda esta acesa,
Pois esse jardim,
É iluminado por ela.
Se a escuridão se fizesse sobre minha viagem,
A pessoa amada seria transformada em monstro,
O cheiro de flores seria coberto por podridão,
E o verde seria tomado pelo negro.
Mas por sorte,
Uma noite a mais consigo dormir.
Por sorte,
Uma noite a mais pude ver o belo rosto da minha querida,
Sem a distração de uma mente perturbada.
Com a certeza de que amanhã reviverei tudo,
E o abajur permanecerá aceso para iluminar meu caminho.
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