22 de março de 2015

O Viajante do Tempo (Cap. 2 - O Cair do Véu)

                Certo dia estava em minhas idas e vindas pelo tempo, quando parei em uma floresta, parecia inabitada, apenas diversos animais correndo de um lado para o outro, aquilo me dava muita tranquilidade, não consigo imaginar lugar melhor para esquecer as aflições, não consigo imaginar lugar mais lindo para filtrar toda a maldade que meus olhos já viram, em poucos meses já viajei por centenas de anos, já vi coisas, conheci pessoas, mas algo que jamais fiz, foi interferir no andamento do mundo, nunca ensinei nada a ninguém, nem ao menos falei de minha vida ou meu poder, para que isso não fosse se tornar algo muito maior no futuro, mas neste dia algo aconteceu, nem ao certo eu sabia se era presente, passado ou futuro, eu apenas percebi algo que me fez ter medo, mas despertou minha curiosidade e eu tive que ir atrás.
                Homens estavam caçando e prendendo macacos em jaulas, logo vejo um garoto separando os homens, a velha tática do “separar para conquistar”, derrubou um com sua arma de dardos, logo depois outro, eu precisava descobrir o que era aquilo e quem era o jovem que estava correndo para salvar uns macacos, era um jovem com algumas habilidades interessantes, mas não sabia lutar, definitivamente ele era ruim de briga, mas o garoto sobreviveu até o último deles, um gigante, músculos expostos, literalmente, tatuado a fogo em seu peito o nome EHCOS 0021.
                Pesquisei no tempo e descobri, Experiência Humana de Caça e Opressão ao Sobrenatural, algo assim era a explicação do nome EHCOS que havia em todos os homens que caçavam os macacos, inclusive no Hulk que apareceu por último, mas porque alguém criaria tal ser? O que seria tão sobrenatural que precisasse “daquilo”? Minha cabeça girou, eu tive uma vertigem e cai no tempo, acordei ao lado de uma casa, uma cidade chamada Miranda, nunca tinha ouvido falar, mas era ali que ele ficava, Gabriel, menino que andava com um macaco, apanhava muito, tinha alguns amigos estranhos, até que então eu precisei entrar em ação.
                Dominadores, eles eram maus, se diziam amigos do menino, o fizeram se tornar um deles pelo que entendi em minhas viagens, estavam manipulando o pobre garoto, que hoje já era outra pessoa, forte, esperto, mas que inocentemente foi enganado e se tornou algo muito perigoso. Durante uma busca por umas tais “Pedras Planares” eu resolvi intervir e comecei a ajudar o garoto indiretamente, plantei pistas, errava algumas vezes, mas estava sempre dando certo.
                Certo dia contei com uma ajuda inesperada, um ser sobrenatural, um demônio chamado Succubus, contou toda a verdade para o menino e ele enfurecido resolveu agir e armou um esquema para matar o macaquinho que andava ao seu lado, mas ele não era só um macaco, era outro demônio aterrorizador, descobri que seu nome era Irmãos Caali, eram em quatro demônios, assim como os dominadores, foi aí que tudo se encaixou e a única coisa que tive que fazer foi deixar aquele monstro mais lento, facilitando que aquelas tais Pedras Planares virassem seres fantásticos e o matassem, salvando a vida do menino.
                Pois é, por um momento eu me senti um “stalker”, perseguindo aquele garoto, tentando salvar a sua vida, descobri o quanto o mundo é imenso perto do que conhecemos, mas ainda não descobri porque me senti obrigado a ajuda-lo, existe algo para esse menino no futuro e eu preciso estar de olho, é algo que só o tempo dirá, por mais irônico que pareça.

                Aqui eu percebo que o Véu do Mundo está caindo, que os seres naturais e sobrenaturais estão coexistindo e logo será necessário mais do que o menino Gabriel para salvar todos nós, tenho que procurar outros heróis, porque o que posso fazer é isso, o mínimo para ajudar o nosso mundo.
Postar um comentário