11 de maio de 2010

As peripércias de uma mente ociosa. (Parte 1)

Certa vez Daniel estava andando pelas ruas da cidade, voltando de uma festa aproximadamente três horas da manhã, tudo parecia normal à sua volta, mas logo foi surpreendido por algo estranho, um ser gigante que passou por um cruzamento algumas ruas depois de onde estava, devido à falta de iluminação não conseguiu analisar direito o que era, mas sabia que era imenso.
Assustado Daniel começou a correr na direção contrária, por um caminho alternativo até sua casa, mas achando que era apenas fruto de sua imaginação, ele parou de correr e voltou a caminhar respirando fundo e com certa dificuldade, devido ao susto.
Mais algumas quadras e ele se assustou novamente, pois ouviu um barulho de algo rastejando em sua direção, mas ainda sim não conseguiu ver nada, manteve-se em alerta, mas continuo acreditando que era sua mente lhe pregando uma peça.
Exatamente na esquina de casa, quando Daniel estava tirando sua chave do bolso, uma gigante cobra apareceu e o susto foi maior ainda quando reparou que era uma cobra peluda.
A cobra se enrolou em posição de bote, quando aproximou-se de Daniel, ele reparou outra coisa estranha, aquilo era uma cobra gigante, peluda e além de tudo tinha cara de coelho, nessa hora ele ficou pasmo e correu em direção de casa, que tinha uma luz na entrada, talvez a única da rua, por azar.
A cobra seguiu Daniel com uma velocidade acima do normal e chegando na luz ele notou que aquele ser, além de todas as “estranhezas” que já tinha visto, era também cor de rosa, mas não olhou por muito tempo, pois foi surpreendido por um golpe que a cobra deu com as orelhas de coelho, e o jogou muito longe.
Daniel começou a correr sem rumo e desesperado com a cobra gigante peluda cor de rosa e com cara de coelho atrás dele.
A respiração começava a ficar dificultada, suas pernas não respondiam mais aos movimentos e sua cabeça começou a doer, assim como seu braço que foi ferido no ataque de orelhas que a cobra deu, mas Daniel continuou correndo sem saber para onde, simplesmente correndo.
Durante a corrida ele passou por uma loja que vendia ferramentas e outros materiais para construção ou jardinagem. Sem pensar duas vezes foi em direção ao vidro, pegou uma pedra no chão e atirou-a estilhaçando a vitrine, o alarme soou e ele foi direto em uma serra elétrica que avistou.
Felizmente a serra estava abastecida, pois era usada para demonstração e Daniel ligou o equipamento e a cobra rosa gigante peluda e com cara de coelho tentava atacá-lo, mas ele conseguia desviar, até que em uma dessas tentativas da cobra rosa gigante peluda e com cara de coelho ele conseguiu acertar sua calda com a moto-serra.
Desnorteado o ser gigante peludo e com cara de coelho corre para fora da loja e Daniel sai atrás, mas esperava que ela o atacasse de novo com as orelhas de coelho. Viu uma oportunidade única, ergueu sua moto-serra mesmo sabendo que tomaria um nocaute, esperou o animal atacar e só usou sua serra para decapitar a cobra rosa gigante peluda e com cara de coelho.
Sangue foi jorrado em suas roupas e logo ele se percebeu deitado no chão, com o edredom enrolado em suas pernas e viu que tudo não passou de um sonho.

E até hoje esse sonho não foi esquecido...
...por ninguém!
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